IA, AI ou Inteligência Artificial

Inteligência artificial, IA ou AI (artificial intelligence) é um termo cunhado em 1955 por John McCarthy, definindo que é a ciência de fazer máquinas inteligentes. Desde então muito se falou sobre isso, muita teoria, desde que iniciei minha graduação em 1991, lia muita coisa fantasiosa e outras que pareciam promissoras a respeito.

Porém foi somente nos últimos 5 anos que tivemos um boom no poder de processamento para começarmos a ver diversas vertentes de IA e deep learning. Até em coisas simples como o reconhecimento de faces do Facebook podemos ver as aplicações práticas da IA atualmente, a própria Microsoft investiu pesado em reconhecimento de objetos em fotos.

Muito desse processamento pesado é fruto do aproveitamento de chips da indústria gráfica, que se mostraram mais adequados para grandes volumes de dados e criação das redes neurais, e também com iniciativas da nVidia de decidiu investir em chips específicos para este fim, sendo seguida por outras gigantes da área.

Aplicações

As aplicações são inúmeras, o Google acha que estamos prontos para conversarmos com as máquinas por exemplo. Por outro lado, os veículos autônomos nos mostram que precisamos de muito mais processamento para dar conta de coisas mais complexas, mas que podem ser feitas.

Técnicas como word2vec, novos algoritmos matemáticos, e hardware dedicado de todos os tipos tem embaçado a distinção entre machine learning, data mining e inteligência artificial em si. Machine learning é o core da IA.

Os especialistas inclusive acreditam que 2016 será um marco em todos os aspectos. Inclusive em recente pesquisa realizada pelo IRM (Influencer Relationship Management software) em cerca de 1.100.000 tweets, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016, mencionando palavras chave específicas (ai, artificial intelligence, machine learning e suas variações), identificou os 100 usuários e marcas mais engajados na área, que gerou o gráfico abaixo.

Network-Map-Whole

É claro que isso gerou um relatório que disponibilizo aqui o link para download de quem tiver interesse.

Quem está mandando bem

Enquanto as redes neurais estão dando nova cara para a Internet, analisando vastas quantidades de dados e aprendendo coisas “humanas”, todo esse conhecimento está alimentando sistemas online, desde identificação de fotos, padrões, reconhecimento de voz, tradução em tempo real – para citar somente os que são mais comuns – grandes empresas estão investindo muito tempo (e dinheiro) nesta área.

Google: Reconhecimento de voz, iniciativas como o “Parsey McParseface” permitem combinar machine learning e técnicas de busca para analisar a estrutura linguística de uma sentença, resolvendo problemas da ambiguidade das palavras, ou pelo menos ajudando. Também existem outras iniciativas do Google nesta área, aliás, muito investimento é feito nisso a algum tempo já.

Facebook: Reconhecimento de imagens é uma das aplicações que o Facebook já domina, mas a plataforma deles, FBLearner Flow quer ir além. Baseada em alguns princípios de que todo algoritmo pode ser usado e deve ser facilmente reutilizado, paralelizado e monitorado para ser aperfeiçoado, vem melhorando o uso e facilitando sua implementação (ei você pode usar!), através de APIs.

IBM: O Watson tem dado apoio a dezenas de inciativas interessantes, dentre elas destaco um sistema que analisa emoções em pacientes diabéticos e prevê com até 3 horas de antecedência (através de um app) se o nível de glicose vai cair abaixo do desejado. Isso pode impactar positivamente a vida de 400 milhões de pessoas mundo afora. Outras iniciativas também estão sendo feitas pela IBM nesta área.

E agora?

Eu resolvi escrever este post porque é uma área que tenho interesse há muito tempo. Embora Elon Musk e outros seres brilhantes tenham seus receios de estarmos criando a Skynet, eu entendo que nunca tivemos tantas aplicações utilizando estes conceitos e nunca tivemos tamanha facilidade para iniciarmos coisas inimagináveis a apenas 5 anos.

São aplicações que começam a ler e entender grandes volumes de textos, áudio e até processando vídeos, que irão tornar nossa vida mais interessante. Ou como disse Ernesto DiGiambattista, CEO da Cybric: “A IA está levantando o maior peso para nós, nos ajudando a separar os sinais do barulho, oferecendo dados mais peneiráveis para gerenciar”. Acho que é por aí a coisa.

Voltarei a escrever sobre isso, tenho acumulado grandes quantidades de dados que vão ficar obsoletos, preciso compartilha.

Gustavo Tagliassuchi

Velha ave de rapina, estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, profundo admirador do WordPress, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto e corredor muito muito amador.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *